Enfim, vem a revelação: Amelia conta ao Adam que não é a mulher com quem ele se casou. Sério, a cada capítulo surge uma mentira nova. Amelia é, na verdade, a amiga que trabalhava no abrigo com a Robin, primeira esposa do Adam e filha do escritor Henry Winter.
Toda essa “vingança” acontece justamente no aniversário de casamento do Adam com a Robin. A narrativa é tão bem construída que passamos o livro inteiro achando que as cartas são da Amelia, quando na verdade são da Robin. O medo dela em relação a Henry Winter era totalmente justificado — ele é seu pai, e o Adam nunca soube disso. E que péssimo pai: chegou a cortar o cabelo da filha porque ela escreveu uma história em que ele aparecia como vilão.
Além de mentirosa, Amelia se revela completamente psicopata. Quando Adam a confronta por ter atropelado e matado sua mãe, ela tenta atacá-lo, sendo impedida pela Robin. E mesmo essa revelação é só meia verdade, já que o próprio Adam estava no carro com Amelia. Como sempre, um livro repleto de mentiras de todos os lados.
Henry Winter, no fim, se mostra o mestre da manipulação — a ponto de convencer o detetive particular de que Robin inventava histórias, o que só agravava seus problemas.