Ebenezer Scrooge é tão avarento que até na morte do antigo sócio vê desperdício — dinheiro, para ele, nunca deve ser gasto, nem em respeito. Não é difícil entender por que as pessoas o temem: ele é incapaz de generosidade, acredita que a pobreza é culpa individual e odeia o Natal, evitando qualquer convivência humana.
A história escancara uma pergunta incômoda: de que vale a riqueza quando se vive na solidão, sendo temido por todos? Scrooge é infeliz e faz questão de espalhar essa infelicidade, como se os outros merecessem pagar por seu amargor.
O mais triste é perceber que ele se tornou assim por medo — na cabeça dele, ser pobre era ser fraco, e ele jurou nunca permitir isso. Mesmo confrontado pelos Espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro, ele reluta em aceitar suas próprias falhas.
A verdadeira mudança começa quando ele vê o Natal simples, mas cheio de afeto, da família de Bob Cratchit e do pequeno Tiny Tim. A partir daí, Scrooge se transforma: torna-se generoso, querido por todos, ajuda seu funcionário e passa a ocupar um lugar de afeto na vida do menino.